Seis jogos de ritmo gratuitos, testados nota a nota
Do swing de uma bateria virtual às cinco casas do braço do Guitar Flash. Escolhemos títulos que se instalam num minuto, jogámos cada um durante vários dias e escrevemos o que ficou — incluindo aquilo de que não gostámos.
4 famílias de ritmoteclas, percussão, cordas, plataforma
Play4Freedescarregar e jogar é gratuito
Em destaque
Guitar Flash: cinco casas e uma palheta imaginária
O Guitar Flash é o jogo de guitarra da Games X Informática e não tenta ser outra coisa: um braço em perspetiva, cinco casas coloridas na base do ecrã e uma banda em silhueta ao fundo do palco. As notas descem pelas cordas e acertam-se na casa da cor certa; as notas longas contam tanto como as curtas, porque é preciso segurá-las até ao fim.
Na prática é o mais direto dos seis: abre-se, escolhe-se a música e toca-se. Os três níveis de dificuldade mudam mesmo a posição da mão — no Fácil ficam três casas e um dedo chega; no Difícil entram as cinco e já não há maneira de tocar sem abrir a mão sobre o vidro.
Games X InformáticaAndroidGratuitoCordas
Fácil, Médio e Difícil — a mesma música com três desenhos de notas diferentes. Começar no Médio poupa a frustração de voltar atrás.
Poder especial — as notas marcadas a azul carregam a estrela; quando se ativa, o multiplicador sobe enquanto durar a frase.
Batalhas multijogador — oito jogadores na mesma faixa, com as pontuações a mexer numa coluna ao lado. É o modo onde se perde a noção do tempo.
Numa batalha a coluna da direita mostra a pontuação dos outros jogadores enquanto a música corre.A mesma música nos três níveis: o Difícil acrescenta casas e obriga a abrir a mão.Com a estrela acesa o multiplicador sobe — vale a pena guardá-la para o refrão.
O que menos gostámos: a lista de músicas incluídas esgota-se depressa e os pacotes seguintes pagam-se, além da publicidade que aparece entre tentativas. Para treinar a mão direita e o sentido de tempo, continua a ser a nossa primeira sugestão.
Seis jogos, seis maneiras diferentes de contar o tempo
Os seis são gratuitos na Google Play e cabem em qualquer telemóvel Android comum. Cada ficha diz por palavras o que o jogo faz bem e o que nos incomodou, em vez de o reduzir a um número.
Magic Tiles 3 — Jogo de Piano
Amanotes
Quatro colunas, teclas pretas a descer e um dedo de cada mão a trabalhar. O catálogo é o maior dos seis — pop do momento, clássica e temas arranjados para guitarra e bateria — e o Modo Banda troca o piano por outro instrumento a meio da música. Há ainda um Modo Batalha que põe dois jogadores na mesma faixa ao mesmo tempo.
A ressalva: é o mais barulhento do grupo em publicidade e boa parte das músicas está atrás da assinatura VIP. Dá para jogar sem pagar, mas não sem paciência.
Repertório clássico a sério: Bizet, Beethoven, Rossini e companhia, com as notas a subirem por um teclado em perspetiva. O modo Liga põe-nos a tocar a mesma peça que outros jogadores durante o dia e os pacotes temáticos vão saindo aos poucos. Boa porta de entrada para quem nunca leu uma pauta.
A ressalva: há demasiadas camadas de progressão à volta da música. Custa a encontrar o botão de tocar entre tantos ecrãs.
Feito por quem assina o Real Drum, transforma o telemóvel numa bateria de blocos: cada quadrado que desce corresponde a uma peça do kit e os samples são gravados em estúdio. É o título do grupo onde o swing se ouve melhor — atrasar ligeiramente a caixa muda mesmo o som da frase.
A ressalva: o alinhamento de faixas repete-se depressa. Aguenta bem vinte minutos por dia, não muito mais.
Um cubo corre sozinho e nós só temos um botão: saltar. Os picos, os portais e os troços de foguete estão colocados por cima da batida, por isso quem ouve a música acerta mais do que quem tenta ler o cenário. O modo de treino guarda pontos de controlo e evita repetir o nível desde o princípio.
A ressalva: é o mais duro dos seis e não pede desculpa por isso. A versão Lite traz um punhado de níveis; o editor e o resto da banda sonora ficam na versão paga.
Uma bola desce por uma pista de plataformas e o dedo arrasta-a para a esquerda e para a direita para a manter em cima delas. Cada salto cai numa batida de EDM e a velocidade sobe à medida que a faixa avança. Funciona sem ligação à internet, o que o torna o mais prático dos seis para o comboio.
A ressalva: ao fim de meia dúzia de faixas percebe-se o padrão e as pistas começam a repetir-se. Também aparece publicidade entre tentativas com muita frequência.
O nosso destaque desta edição: cinco casas no braço da guitarra, três dificuldades que mudam mesmo a posição da mão e batalhas contra outros jogadores. Está descrito ao pormenor mais acima, com imagens de cada ecrã.
Nem toda a gente entra por onde entrámos nós. Estas quatro portas cobrem os seis jogos do catálogo e explicam o que se pede aos dedos em cada uma.
Teclas e repertório clássico
Melodia primeiro, velocidade depois. Aprende-se a antecipar a frase em vez de reagir ao que aparece. É a família mais amigável para quem nunca jogou ritmo.
Entra a mão inteira, não só o indicador: cinco casas obrigam a abrir os dedos sobre o vidro. É a família onde uns milissegundos de atraso mais se ouvem.
Aqui não há notas para acertar: há um botão e um cenário construído em cima da batida. Ouvir vale mais do que olhar. Geometry Dash Lite e Tiles Hop vivem nesta família.
Somos um site editorial sobre jogos de ritmo gratuitos para Android. Não alojamos jogos, não os distribuímos e não temos qualquer relação com a Google nem com os estúdios que analisamos. Escrevemos, e ficamos por aí.
Ler o site é livre e continuará a ser. Uma parte das ligações para a Google Play é publicidade, e essa parte está sempre assinalada na ficha do jogo em causa. O que escrevemos não muda por causa disso: quando um jogo nos parece confuso, dizemo-lo na mesma linha em que dizemos que é gratuito.
Cada jogo é instalado num telemóvel Android comum e jogado em várias sessões antes de escrevermos uma linha.
Publicidade sempre identificada
Quando uma ligação é promocional, isso está escrito na ficha do jogo — não escondido no rodapé.
Sem contagens inventadas
Não publicamos números de leitores nem votações que não possamos verificar. Também não pontuamos os jogos: descrevemos por palavras como correram as sessões, com as ressalvas incluídas.
Uma das partidas de teste ao Geometry Dash Lite: repetimos a mesma passagem até o salto cair no compasso certo.
Perguntas frequentes
O que nos perguntam quase todas as semanas
É. Não há subscrição para ler, não há conteúdo fechado e não é preciso criar conta. O formulário de novidades é opcional e serve apenas para avisar quando publicamos uma análise nova.
Somos uma redação pequena. Escolhemos jogos de ritmo gratuitos da Google Play, instalamo-los, jogamos várias sessões e escrevemos o resultado. Parte das ligações para a Google Play é publicidade e está identificada; o que escrevemos não depende disso. A explicação completa está na secção «Como funciona» e nos Termos.
Sim: os seis são Play4Free, ou seja, descarregar e jogar não custa nada. Quase todos incluem publicidade dentro da aplicação, pacotes de músicas à parte ou uma versão completa paga, e dizemos isso na ficha de cada um. Nenhum deles exige qualquer compra para chegar ao fim das faixas iniciais.
Instalamos o que nos parece interessante, venha de um estúdio de três pessoas ou de uma editora grande. Depois pedimos quatro coisas: leitura clara das notas, ajuste de latência acessível, sessões que caibam num intervalo de dez minutos e uma versão gratuita que se aguente sem pagar. Se falhar algum destes pontos, fica de fora.
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Opiniões de leitores
Três pessoas que já jogaram o que aqui está
«Uso o Pianista com alunos de segundo grau para trabalhar a pulsação. A vossa ressalva sobre os menus é verdadeira, mas depois de entrar na peça funciona melhor do que qualquer metrónomo que lhes tenha dado.»
MVMarta VasconcelosProfessora de música, Braga
«Toco bateria há doze anos e desconfiava de jogos de blocos. O Drum Tiles apanhou-me pelo som: dá para sentir o swing quando se atrasa a caixa. Não substitui o kit, mas no comboio serve.»
RBRui BettencourtBaterista amador, Setúbal
«Vim pela análise ao Guitar Flash e fiquei pelo Geometry Dash Lite. Agradeço sobretudo terem escrito onde está o ajuste de latência em cada um — poupou-me uma tarde de tentativas no telemóvel de serviço.»
IQInês QuaresmaDesigner de som, Lisboa
Novidades
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Próximo da lista: uma segunda leitura ao Magic Tiles 3 depois da atualização do catálogo.
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